6 de fevereiro de 2012

Religião Mãe Paola - a Iniciação





                         “Ela vai ter que engolir esse  amor, e vai se engasgar” (Paola Bracho).


Sexta-Feira: uma linda garota normal, extremamente bem vestida, devidamente maquiada, dá aquela ultima escovada na franja quando seu telefone toca, ela olha no relógio, 22:34, já sai desesperada procurando a bolsa, a carteira e o maldito celular que, com certeza,  esta de baixo do edredom a tocar, se curva na cama, o cabelo gruda no gloss e ela enfim atende e diz: "Oi, espera um pouco. Já to descendo!" Uma pausa dramática do outro lado da linha, e eis que surge a voz do Boy Magia, e a ligação cai, passado 1 minuto o alerta de SMS toca no quarto como um cortejo fúnebre para a sexta–feira  e no "bilhete" ele dizia: “O role miou, niver do meu primo, eu tinha esquecido, sorry!”

- MUSICA DRAMÁTICA PRODUÇÃO! -
"E AGORA QUEM PODERÁ ME DEFENDER???" Pensa a pobre neuroticanormotica!
E entre gritos desolados e trovões apocalípticos, como uma fênix, mãe Paola surge! Eu posso até sentir o cheiro do GIN.





Hoje mãos divinas cujas unhas Carmins me arrastaram até aqui, também me tocaram e me convenceram a iniciar uma missão de salvação, queridas neuróticas; e SIM ainda há tempo, eu como seguidora fiel da Igreja Paola Bracho, pedi a minha Deusa, um pouco mais de fé; sim minhas queridinhas, FÉ, e a única fé que Paola tinha  era em si própria  e nos Bons Drinks de Gin Tônica (melhor custo beneficio da noite, Fikadica.)

E se euzinha for coroada com um postzinho semanal prometo catequizá-la querida leitora, e agora  que você já esta devidamente matriculada no intensivo Paola de verão, dá uma ajeitada na peruca, só pra garantir que esteja honesta, e vai trabalhar, porque cabeça vazia é oficina, aliás, é montadora autorizada de neurose, paranóia de mulherzinha e sentimentalismo barato; e lembre-se: mãe Paola odeia sentimentalismo barato! 

3 de fevereiro de 2012

Choque de realidade




Um dos fatores principais para a criação deste blog e a inspiração destas blogueiras que vos falam é o fato que 90% das mulheres são, pensam e agem como nós. Não tenho embasamento médico mas arrisco-me dizer que quase todas mulheres têm delírios psicóticos, pelo menos de vez em quando. O fato é que nunca tinha cruzado com os outros 10%, era o tipo intangível de mulher, pra mim quase que um ser mítico!

Eu sempre tive problemas com a realidade e com viver dentro dela; embora saiba que vou me machucar, prefiro viver nas minhas fantasias e ignorar o que os ouros pensam, e olha que tenho uma imaginação bem fértil (leia-se absurdamente fértil), porém a vida resolveu me dar um choque de realidade, daqueles que nos fazem perder as palavras e olha que É MUITO DIFÍCIL me fazer ficar sem palavras, podem acreditar. 

Pois é, encontrei um exemplar feminino pertencente aos 10%, uma mulher que lê e sabe todos os segredos da mente masculina; um ser que pensa como os homens e age com eles da mesma forma que eles agem conosco, pobres psicóticas; um ser que com a frieza masculina e a doçura feminina consegue conquistar e ter o que quer daqueles que fazem nós, pobres mortais, chorarem e esperarem por ligações no dia seguinte e mensagens de boa noite. Fiquei boquiaberta!

Fiquei ouvindo aquele ser mítico a noite inteira, contei-lhe sobre minhas miseráveis experiências e meus pensamentos e me senti uma pateta; me vi em todas aquelas histórias e enfim, vi que pertenço a massa. Ter um blog que fala desses comportamentos não me faz diferente, minha única diferença é que expresso o pensamento de uma massa que corre atrás de migalhas. 

Como diz minha Linda Eloá: "Não quero mais migalhas, eu quero o pão inteiro", eu diria melhor... a partir de hoje não me contento mais com migalha, nem com filãozinho, eu quero é uma baguete!

2 de fevereiro de 2012

Lei de Murphy e suas (in)variáveis.

Acho que todo mundo já ouviu falar da maldita “Lei de Murphy”, e um dia já pensou: “Nossa, Murphy me odeia”. Eu era uma destas pessoas, mas tive que chegar a inevitável conclusão de que não, Murphy não me odeia, ele me AMA. Sim, Murphy nutre um amor platônico e devasso por mim!

Todos aqueles momentos vitais - que você perde horas mentalizando pra dar certo - Murphy vem e fode. Vou explicar:  você está lá toda danificada emocionalmente e pensa: “Ah! Esse cara é legal, não pode ser tão ruim assim tentar”, e é justo neste momento que Murphy age; aquele cara, o legal, instantaneamente vira um grandessíssimo filho da puta ou cria um desejo incontrolável de ir morar do outro lado do planeta; é como se, a partir do momento que você decidiu que ele era legal, algum alarme do tipo “Run Forest, run” acende na cabeça do ser e voilá: ele não é mais tão legal assim; isso pra não contar tantos outros casos e acasos em que Murphy agiu (e age) e fodeu (e fode) com tudo... ou não fodeu; tudo uma questão de ponto de vista!

Portanto após horas de reflexão quanto a Murphy, quero gritar pra todo mundo ouvir: “Querido, o problema não sou eu, é você! Então vai achar quem te agüente!” 

1 de fevereiro de 2012

"É proibido retroceder!"



Certa vez vi em um seriado (que por sinal é minha fonte de inspiração) que no que se diz respeito a encontros: é proíbo às mulheres retrocederem. Sim, “Território alcançado é território conquistado”, afinal de contas a vida não é um jogo de “War”, não é mesmo?

Agora, essa lógica não deveria se aplicar também aos homens? Sim, por que você passa semanas se preparando psicologicamente, SEMANAS  para o  grande  (pode ser  pequeno, vai que né?!) momento, perde horas escolhendo roupa, maquiagem, gasta horrores com depilação e manicure, achando que essa noite não será só o filme que terá um Happy Ending, pra que? EU TE PERGUNTO, PRA QUE?

Eu mesma lhe respondo pra que: Pro cidadão olhar pra sua cara, te dar um beijo meia boca e dizer “Boa noite, até amanhã!”; quando o que você queria mesmo era ouvir um “Bom dia, quer café da manhã?”.